Consórcio de eletros cresce 141,3% em 2025 e consolida nova fase de expansão no Brasil

O consórcio de eletroeletrônicos e bens móveis duráveis encerrou 2025 com um crescimento histórico. Segundo dados da assessoria econômica da ABAC, os créditos comercializados avançaram 141,3% no acumulado do ano, mais que dobrando o volume registrado em 2024.

Foram R$ 2,33 bilhões contratados entre janeiro e dezembro de 2025, frente a R$ 965,45 milhões no ano anterior. O salto não apenas chama atenção pelo volume, mas revela uma mudança importante no comportamento do consumidor brasileiro: a busca por planejamento também na hora de comprar tecnologia, móveis e eletros.

O que explica o crescimento do consórcio de eletros em 2025

Para entender a expansão expressiva do segmento, é preciso olhar para um indicador-chave: o valor médio das cotas.

Em dezembro de 2025, a cota média atingiu R$ 21,62 mil. No mesmo mês de 2024, era de R$ 7,63 mil. A alta foi de 183,4% — a maior variação entre os indicadores do setor.

Esse aumento do tíquete médio ampliou significativamente o volume financeiro contratado, mesmo em um cenário de oscilações econômicas ao longo do ano. Na prática, isso indica que os consumidores passaram a utilizar o consórcio para aquisições mais robustas, como:

  • Smartphones de última geração

  • Equipamentos eletrônicos de alto valor

  • Mobiliário planejado

  • Eletrodomésticos premium

  • Itens tecnológicos para home office

O consórcio deixou de ser apenas uma alternativa para compras menores e passou a financiar projetos completos de atualização tecnológica e estrutura residencial.

Vendas de cotas crescem 51% e mostram retomada no fim do ano

Outro dado relevante foi o crescimento nas vendas de cotas. Em 2025, foram comercializadas 200,80 mil cotas, contra 132,98 mil em 2024 — avanço de 51%.

A retomada ganhou força no último bimestre do ano, quando a média mensal de adesões praticamente dobrou. Datas promocionais como Black Friday e Natal impulsionaram as contratações, especialmente para a compra de telefones celulares, que figuraram entre os bens mais procurados.

Esse movimento reforça uma tendência importante: o consumidor está aprendendo a usar o consórcio de forma estratégica, antecipando planejamento para aproveitar oportunidades do varejo sem recorrer a crédito com juros elevados.

Participantes ativos crescem mais de 10%

O número de participantes ativos também confirmou a expansão do segmento.

Em dezembro de 2025, o consórcio de eletroeletrônicos contabilizou 285,83 mil participantes ativos, ante 259,36 mil em 2024 — crescimento de 10,2%.

Esse aumento demonstra maior confiança no modelo de compra planejada e consolida o consórcio como alternativa inteligente frente ao parcelamento tradicional com juros.

Créditos disponibilizados sobem 42%

Mesmo com leve retração nas contemplações — que somaram 56,53 mil em 2025, queda de 2,4% em relação a 2024 — o volume de créditos efetivamente disponibilizados cresceu 42%.

Foram R$ 595,79 milhões liberados aos consorciados contemplados, contra R$ 419,64 milhões no ano anterior.

O dado reforça que, embora o número de contemplações tenha oscilado, o valor médio liberado foi maior, acompanhando o aumento do tíquete das cotas.

Tecnologia mais cara exige planejamento mais inteligente

A forte expansão do consórcio de eletros em 2025 acompanha dois movimentos claros do mercado:

  1. A rápida evolução tecnológica, que encurta o ciclo de atualização de produtos.

  2. O aumento do valor médio dos eletrônicos e mobiliários.

Com celulares ultrapassando facilmente a faixa dos R$ 8 mil e projetos de mobiliário alcançando dezenas de milhares de reais, o consumidor passou a enxergar o consórcio como ferramenta de organização financeira — e não apenas como alternativa ao financiamento.

O papel da Evoy nesse novo cenário

Na Evoy Consórcios, acompanhamos de perto essa transformação do comportamento de compra. O crescimento de 141,3% no volume de créditos comercializados confirma que o brasileiro está mais consciente sobre planejamento e patrimônio — mesmo quando o objetivo é tecnologia ou bens de consumo duráveis.

O consórcio de eletros se torna especialmente estratégico para quem:

  • Quer evitar juros do parcelamento tradicional

  • Deseja organizar a troca de eletrônicos de forma previsível

  • Planeja montar ou renovar a casa

  • Busca disciplina financeira para objetivos de curto e médio prazo

Mais do que adquirir um produto, trata-se de construir uma relação mais saudável com o consumo.

Uma tendência que deve continuar em 2026

Com base no desempenho de 2025, o segmento consolida a recuperação iniciada em 2024 e entra em 2026 com perspectiva positiva. O aumento do tíquete médio, a ampliação da base de participantes e o crescimento no volume de créditos indicam maturidade do mercado.

O consórcio de eletroeletrônicos deixa de ser nicho e passa a ocupar posição estratégica dentro do planejamento financeiro das famílias brasileiras.

Em um cenário de crédito mais caro e tecnologia cada vez mais valorizada, quem se antecipa e se organiza sai na frente.

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